terça-feira, 14 de abril de 2015

Reunião com Vitória pode definir futuro da franquia de basquete de Uberlândia.


As próximas duas reuniões do presidente Wellington Salgado serão importantes para definir o futuro da franquia da equipe de basquete de Uberlândia no Novo Basquete Brasil (NBB). Depois de anunciar cortes no departamento de marketing do grupo de universidades que custeia as despesas do time, e dizer que a equipe não fica mais em Uberlândia, Salgado vai se reunir nesta terça-feira, na Bahia, com dirigentes do Vitória. Posteriormente, ainda sem data definida, terá um encontro com empresários de Uberlândia.


- Recebi um e-mail de um diretor do Vitória com desejo de ter um time no NBB. Parece que eles já têm um time lá, mas disputa outras competições. Vamos conversar e saber o que eles pensam. Mas posso adiantar que a franquia não será vendida para ninguém – falou Salgado.
O encontro foi confirmado pelo diretor de esportes olímpicos do clube baiano, Mário Ferrari. O dirigente, no entanto, enfatizou que o clube não tem condições de fazer investimento financeiro que não seja no futebol no momento.
- O Vitória não vai investir dinheiro. O clube passa um momento difícil, péssimo. Precisamos centralizar todos recursos no futebol. Não temos condições de fazer isso. Temos o time de basquete que disputa Campeonato Baiano, mas são competições com valores menores - explicou.Além desta reunião, o Wellington Salgado terá outro encontro em Uberlândia com representantes de uma empresa do setor atacadista e também o empresário Fábio Pergher, do ramo de produtos de limpeza. A reunião não significa que o time vá permanecer no Triângulo Mineiro e ainda não tem data marcada.

- As pessoas de Uberlândia acostumaram sempre com times fortes, para ficar pelo menos entre os quatro. Não aceitam classificar em 12º. Em outra cidade, que ainda não tem um time no NBB, a aceitação de um time modesto é melhor. Mas vou reunir com os meus parceiros de Uberlândia, quero saber deles o que pensam. Como são donos de marcas nacionalmente conhecidas, talvez eles queiram explorar outra cidade.
Após anos de boas campanhas no NBB, inclusive com o vice-campeonato na temporada 2012/13, a equipe do Triângulo Mineiro diminuiu os investimentos em 2014. Como consequência, o Uberlândia perdeu 22 dos 30 jogos que disputou na fase classificatória, em campanha que foi marcada pela luta contra o rebaixamento, com remotas chances de classificação aos playoffs, até a penúltima rodada. Uma das causas da queda de rendimento da equipe foi a não renovação dos contratos de jogadores consagrados, como Robert Day, Helinho, Cipolini e Valtinho. O grupo do presidente Wellington Salgado comanda nove universidades pelo país, uma delas em Uberlândia. O dinheiro utilizado para bancar o time vem do marketing dessas instituições. Devido à crise financeira pela qual passa o grupo, existe a possibilidade do time não seguir na cidade.

BASQUETE É O ESPORTE COLETIVO BRASILEIRO COM MAIS MEDALHAS NOS JOGOS PAN-AMERICANOS

Rio de Janeiro, RJ Esporte coletivo do Brasil com mais medalhas na história dos Jogos Pan-Americanos, o basquete tentará voltar ao topo do pódio este ano na 17ª edição, a partir do dia 10 de julho, em Toronto, no Canadá. Até hoje, as Seleções Brasileiras Masculina e Feminina somam 24 láureas nos Jogos, sendo oito de ouro. Os homens subiram 13 vezes no pódio, com cinco ouros, duas pratas e seis bronzes. As mulheres somam 11 medalhas, sendo três ouros, quatro pratas e quatro de bronze.

“O basquete é um dos esportes mais vitoriosos do esporte brasileiro, com grande apelo de público, mídia e patrocinadores. O Comitê Olímpico do Brasil tem orgulho de compartilhar essa história, repleta de grandes ídolos e inesquecíveis conquistas”, afirmou o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman.

O Brasil conquistou medalha no basquete logo em sua primeira participação tanto no masculino quanto no feminino. Os homens faturaram o bronze na edição de estreia do Pan, em Buenos Aires, na Argentina, em 1951. O torneio das mulheres só estreou quatro anos depois, na Cidade do México, e a Seleção feminina ficou em terceiro lugar. A primeira medalha de ouro masculina veio em Cali, na Colômbia, em 1971. Já as mulheres ficaram com o título pela primeira vez em Winnipeg, no Canadá, em 1967.

“Ao longo das 16 edições dos Jogos Pan-Americanos, os jogadores de basquete do Brasil sempre honraram e representaram muito bem o país. São muitas conquistas importantes e marcantes nestes mais de 60 anos dos Jogos. No quadro de medalhas da modalidade, estamos atrás apenas dos Estados Unidos. Eles têm 26 medalhas e nós 24”, disse o presidente da Confederação Brasileira de Basketball (CBB), Carlos Nunes.

O Brasil já viveu grandes emoções no basquete nos Jogos Pan-Americanos. Em Indianápolis, nos Estados Unidos, em 1987, Oscar, Marcel e companhia venceram os americanos na final por 120 a 115. A equipe da casa contava em seu elenco com o pivô David Robinson, futuro integrante do Dream Team nos Jogos Olímpicos de Barcelona, na Espanha, em 1992, Dan Majerle e Danny Manning.

Em Havana, Cuba, em 1991, foi a vez das mulheres brilharem. Diante do então presidente cubano Fidel Castro, Magic Paula e Hortência não deram chances para as donas da casa e faturaram a medalha de ouro com uma vitória na final por 97 a 76. Na cerimônia de pódio, Fidel brincou com as duas jogadoras dizendo que não ia entregar as medalhas, pois as duas tinham trapaceado já que estariam com miras-laser e não erravam os alvos.

O ala-armador Marcelinho Machado é o único tricampeão do basquete brasileiro, tendo vencido em Winnipeg, em 1999, Santo Domingo, na República Dominicana, em 2003, e no Rio de Janeiro, em 2007. Os jogadores com recorde de participações (5) são Marcel de Souza, entre os homens, e Delcy Marques e Marlene Bento, entre as mulheres. Já Antonio Carlos Barbosa é o técnico recordista em participações, também com cinco.

Atual Diretor Técnico da CBB, Vanderlei Mazzuchini Junior, esteve presente no Pan de 1999. Ele integrou a equipe que deu início ao domínio do basquete brasileiro nos Jogos, somente interrompido na última edição, em Guadalajara, no México, em 2011. 

“Foi uma ótima conquista, com certeza o título mais importante de uma geração que já estava com jogadores com 28, 29 anos. Teve uma repercussão legal e foi o primeiro do tricampeonato consecutivo”, lembrou Vanderlei.

Por duas vezes, o Pan foi realizado no Brasil. E em ambas a Seleção Brasileira subiu no pódio. Em São Paulo, em 1963, tanto homens quanto as mulheres ficaram com a prata após derrotas na final para os Estados Unidos. No Rio de Janeiro, em 2007, a equipe masculina conquistou o tricampeonato consecutivo, enquanto o time feminino foi novamente derrotado pelos Estados Unidos na decisão, que marcou a despedida da ala Janeth Arcain da Seleção Brasileira

sábado, 11 de abril de 2015

“MEMÓRIAS DO PAN” VAI RELEMBRAR OS MOMENTOS MARCANTES DO BASQUETE

Rio de Janeiro, RJ – A partir da próxima segunda-feira (dia 13), a Confederação Brasileira de Basketball (CBB) inicia em seu site oficial a série “Memórias do Pan”. O objetivo é contar a trajetória do basquete brasileiro nos Jogos Pan-Americanos, por meio de momentos marcantes no evento, até o início da 17ª edição, no dia 10 de julho, em Toronto, no Canadá. Com 24 medalhas, o basquete é o esporte coletivo do Brasil com mais láureas na história dos Jogos. Serão 14 reportagens ao todo. Na estreia segunda-feira, será apresentada uma visão geral da participação brasileira, com depoimentos do presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, do presidente da CBB, Carlos Nunes, e do Diretor Técnico da entidade, Vanderlei Mazzuchini Junior, medalha de ouro em Winnipeg, no Canadá, em 1999. Nas semanas seguintes serão apresentadas outras matérias: a emblemática conquista da medalha de ouro em Indianápolis, nos Estados Unidos, em 1987, após vitória sobre os americanos; a reverência do então presidente de Cuba, Fidel Castro, às jogadoras Magic Paula e Hortência, no Pan de Havana, em 1991; uma entrevista com o ala-armador Marcelinho Machado, único tricampeão do basquete; entre outras.